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Controle de Ponto Para Agronegócio: Por Que é Importante Fazer?

Tempo de Leitura: 9 minutos Fazer o controle de ponto para agronegócio é um desafio, mas a tecnologia é uma grande aliada para trazer legalidade à jornada de trabalho e superar os desafios de infraestrutura comuns ao ambiente do campo.

6 janeiro 2022 TEMPO DE LEITURA : 9 minutos Foto Leonardo Barros
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Tempo de Leitura: 9 minutos

Já imaginou quão desafiador é realizar o controle de ponto para agronegócio

Desde problemas relacionados à internet até a falta de conhecimento dos colaboradores com os sistemas tradicionais de ponto, muitas empresas deixam de fazer o monitoramento por falta de recursos. 

A não realização do controle de ponto dos funcionários traz uma série de problemas para a empresa, podendo levar a processos trabalhistas contra o empregador. 

Uma forma efetiva e simples de contornar essas questões é por meio da tecnologia.

Continue a leitura e veja como fazer o controle de ponto para agronegócio e por que adotar um aplicativo de ponto é a melhor opção para a sua empresa. Confira!

Como é feito controle de ponto para agronegócio?

Controle de ponto para agronegócio

Desde as mudanças na legislação trabalhista — e a obrigatoriedade do ponto eletrônico —, passou-se a falar muito sobre o controle da rotina de trabalho, inclusive da jornada dos trabalhadores rurais.

O período de labor desses profissionais é de 44 horas semanais e 220 horas mensais. A duração do trabalho diário não pode ser superior a 8 horas, a menos que essa prorrogação seja previamente acordada entre colaborador e empregador.

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Como determina a regra, qualquer trabalho contínuo de duração superior a 6 horas exige um intervalo mínimo de 1 hora para repouso ou alimentação, o chamado intervalo intrajornada.

 Vale lembrar que esse período de descanso não pode ser computado na duração total do trabalho.

Ainda, entre duas jornadas, deve-se estabelecer um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso, período conhecido como intervalo interjornada, ou seja, entre duas jornadas de trabalho.

Em relação às horas extras, a jornada de trabalho normal pode ser acrescida de, no máximo, 2 horas suplementares

Contudo, isso só pode acontecer mediante acordo escrito entre o empregador e o empregado ou contrato coletivo de trabalho, desde que o intervalo interjornada seja mantido e cumprido.

O pagamento das horas extras deve ser feito com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre a hora normal de trabalho, conforme estabelece o art. 7, inciso XVI da Constituição Federal e art. 59, § 1º da CLT — alterado pela Reforma Trabalhista.

O controle de ponto é o método regulamentado e aceito pela legislação trabalhista para fazer os apontamentos da rotina de trabalho do colaborador, contabilizando horas trabalhadas, excedentes e faltantes. 

No entanto, as empresas do ramo de agronegócio encontram certas barreiras ao realizar o controle de ponto e acabam adotando o método manual, menos seguro e passível de fraudes.

Como funciona o controle de ponto manual?

O controle de ponto manual foi a primeira forma encontrada de manter a jornada de trabalho dos colaboradores sob supervisão da empresa.

Fácil de ser implementado, o relógio de ponto manual foi amplamente utilizado nas fábricas do final do século XIX e durante um bom tempo no século XX.

Também conhecido como relógio de ponto cartográfico, esse mecanismo exigia que os profissionais fizessem fila em frente a uma pequena máquina que marcava dia e hora do registro, de forma mecânica.

Ao final do mês, cabia ao setor de RH recolher todos os cartões, transferir os dados para um sistema ou planilha de controle e então fazer a contabilização de horas trabalhadas de cada funcionário.

Essa simples descrição é suficiente para você ver o quanto esse tipo de sistema de controle de ponto é ineficiente, oneroso e arriscado para empresa e colaboradores, certo?

No entanto, frente aos desafios encontrados no controle de ponto para agronegócio, essa é a melhor opção encontrada pelos empregadores, pelo menos até agora.

Quer ficar por dentro de outros assuntos? Confira estes artigos:
👉 Como o Tangerino Ajuda na Rotina do Home Office
👉 Tudo que Você Precisa Saber Sobre a Gestão de Ponto
👉 Assinatura Eletrônica de Folha de Ponto: Por Que Implementar Agora Mesmo?
👉 Tudo que Você Precisa Saber sobre a Tolerância de Atraso no Ponto Digital

Quais os principais desafios do controle de ponto para agronegócio?

A área agro apresenta uma série de desafios inerentes ao setor, e muitos deles estão sendo superados conforme a tecnologia avança e propõe inovações para essa área tão antiga na história da humanidade.

No entanto, muitas vezes, a área de gestão de pessoas fica às margens da rotina das empresas, criando um abismo entre o avanço do agronegócio e o desenvolvimento das pessoas.

Veja, a seguir, quais são os maiores desafios ao realizar o controle de ponto no agronegócio e como a inovação tecnológica consegue vencer cada um deles!

1. Sinal de internet

Não é de se espantar que a falta de sinal de internet seja um problema comumente observado no campo. 

Embora haja um forte movimento de modernização, o ritmo que a tecnologia está sendo implementada ainda é lento frente às necessidades das empresas.

Muitos gestores viam como problemática a adoção do ponto eletrônico justamente pela falta de internet de qualidade. Muitas vezes o funcionário fazia o registro do ponto corretamente, mas o sistema não computava a marcação.

Agora, é possível fazer o registro do ponto com aplicativo offline. Desse modo, o software armazena as informações do ponto — como horário e localização — e realiza a marcação normalmente quando o sinal for restabelecido. 

Ou seja, assim que o celular conectar no wi-fi ou captar um sinal bom de internet, o ponto será registrado.

2. Lugar para instalar o ponto

Não é preciso trabalhar no campo para entender que é uma área muito extensa e normalmente distante do escritório. 

Por conta disso, ter um local específico para instalar o relógio de ponto torna-se inviável, já que isso forçará os colaboradores a andar longas distâncias para bater o ponto, comprometendo o tempo de trabalho e, consequentemente, a produtividade.

Sistemas mais modernos, como o ponto eletrônico digital, facilitaram o monitoramento, já que não é necessário bater o ponto em um relógio instalado no escritório, basta ter o aplicativo instalado no smartphone para fazer o registro.

Além disso, esses sistemas permitem ter acesso à geolocalização do trabalhador no momento do registro. Isso facilita o acompanhamento pelos empregadores, pelo RH e pelo DP.

3. Leitura da biometria

Talvez algumas pessoas não tenham se dado conta disso, mas o trabalho no campo é desgastante fisicamente, tanto que muitos trabalhadores acabam perdendo as impressões digitais após anos lidando com terra, produtos químicos e outros fatores externos.

Nesse caso, como fazer o controle de ponto biométrico a partir da leitura da impressão digital do dedo? 

O sistema digital também contornou esse problema com a leitura da biometria facial. Por meio de uma simples foto, o app consegue reconhecer o colaborador e evitar fraudes no ponto.

4. Sistema burocrático

Empresas que notaram a ineficiência do controle de ponto manual tentaram migrar para o ponto eletrônico, mas a baixa escolaridade de alguns colaboradores e até mesmo a falta de costume com esses sistemas de controle de jornada acabam prejudicando a adoção por toda a equipe.

Muitas pessoas acreditam que não conseguem bater o ponto por ser algo complicado, quando, na verdade, a marcação correta do ponto faz parte da cultura organizacional.

Um aplicativo instalado no celular do colaborador — aparelho que faz parte da rotina de todas as pessoas — seria uma solução simples e prática. Além disso, com uma interface autoexplicativa, não haveria maiores dificuldades em fazer o registro de ponto.

5. Número de funcionários

Fazer o controle de ponto manual de 15 colaboradores é diferente de fazer de 200, sem dúvidas. Quanto mais a empresa cresce, mais difícil fica seguir com a anotação manual, em planilhas de Excel

Mais uma vez, o sistema digital consegue solucionar esse problema, já que o registro de novos funcionários é simples e rápido, tornando a rotina do RH menos atribulada e mais estratégica.

Confira 5 prejuízos na gestão incorreta da jornada de trabalho nesse vídeo do Me Explica Aí!

Por que é importante fazer o controle de ponto no campo?

Fazer o controle do ponto dos colaboradores é uma exigência para empresas que têm mais de 20 colaboradores

Flexibilização do trabalho

É isso que determina a Portaria 671 de 2021, cujo objetivo é regulamentar as disposições relativas à legislação trabalhista, inspeção do trabalho, políticas públicas e relações de trabalho.

Ela foi divulgada no dia 8 de novembro de 2021 e é uma norma que substitui duas outras portarias: a 373 e 1510 do MTE. 

Seu texto reúne várias regras antes previstas em diversas portarias e que, agora, foram expressamente revogadas. 

Entre muitos pontos abordados, os principais são:

Sobre o controle de jornada de trabalho, a Portaria 671 dá enfoque às principais regras na Seção IV, especificamente entre o art. 72 e o 101. 

Essa seção começa a valer no dia 10 de fevereiro de 2022 e aborda três formas de registrar a jornada de trabalho dos colaboradores:

  • controle manual;
  • controle mecânico;
  • controle eletrônico.

Mas, qual seria o modelo ideal para usar na sua empresa? Antes de escolher o método mais adequado, é necessário pensar nas seguintes questões:

  • o sistema atende às regras da Portaria 671 para soluções de controle de ponto?
  • o orçamento disponível é suficiente para adotar o sistema mais seguro?
  • o método pode ser usado com facilidade por pessoas menos escolarizadas?
  • é possível atender a diferentes modelos de trabalho, como híbrido, presencial e home office?
  • o sistema tem função de geolocalização para realizar a gestão de equipes externas ou funcionários remotos?
  • a tecnologia é compatível com todos os principais sistemas operacionais do mercado?
  • o método escolhido permite integração com outros softwares usados pela sua empresa?
  • o sistema fornece relatórios automatizados para acompanhar a produtividade da equipe?
  • o sistema pode ser usado em locais onde a internet é ruim ou inexistente?

Com essas perguntas, você já consegue se orientar para encontrar o melhor sistema de controle de ponto para agronegócio.

Confira esses outros artigos do Blog do Tangerino:
👉 CBO: Veja o Que é e Para Que Serve Essa Classificação
👉 MP 936/20: Tudo Que Você Precisa Saber sobre a Conversão em Lei
👉 MP 1045/21: Entenda o Novo Modelo de Suspensão do Contrato de Trabalho
👉 Artigo 477 da CLT: Como Funciona a Multa Por Atraso no Pagamento das Verbas Rescisórias?

Por que o Tangerino é a solução ideal para controle de ponto no agronegócio?

Você já sabe que o controle de ponto dos funcionários é obrigatório por lei. Mas, para além da compulsoriedade, você sabia que o controle de frequência dos funcionários pode proporcionar muitos benefícios?

Nós estamos sempre preocupados com o bem-estar dos colaboradores e empregadores, por isso ficamos atentos à rotina do RH e do DP para encontrar formas de facilitar o trabalho desses profissionais.

Pensando nisso, elencamos algumas vantagens que o uso de um app de controle de ponto pode trazer para a sua empresa de agro. Confira!

Reconhecimento facial automático

Modelos de dispositivos móveis mais novos permitem substituir as tradicionais senhas de acesso pelo registro das impressões digitais do usuário. 

A tecnologia do reconhecimento facial funciona com rigor semelhante a esse, baseando-se em traços únicos.

Graças aos avanços tecnológicos que permitem o processo de reconhecimento, esse tipo de solução é bastante seguro, o que faz com que gigantes como a Apple e o Google já apostem em seu uso.

E nesse movimento, o reconhecimento facial ganha espaço junto a outras plataformas e empreendimentos que precisam controlar seu banco de horas e está presente em ferramentas como o app de controle de ponto do Tangerino.

O uso de um app de controle de ponto no agronegócio traz diferentes vantagens para a empresa. A começar pela praticidade de seu uso fácil, capaz de simplificar a rotina de marcação de ponto dos colaboradores.

É também importante considerar que uma solução de ponto digital elimina erros comuns ao sistema de marcação manual, evitando a perda de tempo e situações de retrabalho para o RH, que tem o controle de custos em gestão de pessoas facilitado.

Os registros de cada marcação feita são armazenados no sistema do aplicativo e permitem o acompanhamento em tempo real. 

Além disso, quando pensar em como fazer escala de trabalho, tudo fica mais simples, facilitando a gestão e os cálculos de variações no banco de horas.

Outra interessante vantagem do app de controle de ponto para agronegócio é o rápido acesso a todo o histórico de registro de ponto

O que permite avaliar a produtividade de cada colaborador e definir estratégias para melhorar o seu desempenho e o de toda a equipe.

Ponto offline

O aplicativo de ponto não necessita de uma conexão de internet para que o registro seja computado.

Quando não houver sinal, os empregados podem marcar o ponto normalmente, o sistema armazenará os dados e eles serão registrados assim que uma conexão for estabelecida.

O funcionamento online e offline é essencial para as empresas que contam com colaboradores externos.

Na verdade, o aplicativo de ponto é a única forma de funcionários que trabalham externamente registrarem seus horários sem a possibilidade de fraudes.

O sistema conta com um GPS, que indica o local onde o colaborador estava no momento do registro.

É a melhor solução para organizações com motoristas, agricultores e pessoas que atuam distantes do escritório da empresa.

Geolocalização

Uma das soluções de controle de ponto no agronegócio é a geolocalização, uma solução que funciona por meio da tecnologia do GPS.

Ela permite fazer a gestão da jornada de trabalho de equipes externas e de trabalhadores em home office, possibilitando o monitoramento de todos os colaboradores, mesmo a distância.

Além disso, o app com essa função pode também ser utilizado por funcionários que estejam alocados nos escritórios ou espaços da empresa.

Assim, falamos de uma alternativa que vai atender sua empresa como um todo, com o bônus de servir para acompanhar até mesmo quem trabalha de forma remota.

Há dois pontos que queremos destacar sobre o Tangerino e sua geolocalização para que você conheça melhor o potencial dessa solução para a sua empresa e seus funcionários. Veja!

Criação de locais de interesse

O Tangerino foi desenvolvido de modo a facilitar ao máximo a vida do RH e dos gestores de uma empresa.

Assim, sua geolocalização apresenta duas possibilidades muito úteis: a primeira é a criação de locais de interesse e a segunda é a marcação de ponto feita de qualquer lugar.

Se a empresa tem funcionários em home office, tudo o que precisa fazer é cadastrar previamente o endereço de cada um, atrelado a seus dados individuais, para autorizar que as marcações de ponto sejam feitas de casa.

Marcação em qualquer local

Com isso, por meio da geolocalização, o próprio aplicativo vai reconhecer se o funcionário está mesmo em casa ou em qualquer outro endereço previamente informado.

Reconhecendo o local, o Tangerino registra a marcação de ponto automaticamente, possibilitando que cada registro seja consultado pelo funcionário ou pela empresa a qualquer momento.

Ponto pelo celular

Claro que, ao contar com um controle de ponto por celular, a mobilidade seria um dos fatores que mais se destacariam.

Com a possibilidade de registrar o ponto de qualquer lugar, é possível ter pessoas trabalhando em toda parte mundo e contar com a geolocalização para garantir ainda mais segurança para os gestores, como já mencionamos.

Isso gera uma equipe mais satisfeita e produtiva! Assim, essa mobilidade e flexibilidade na modalidade de trabalho pode ainda ser um ponto diferencial na experiência do colaborador em sua empresa.

O que achou das vantagens que o aplicativo Tangerino tem a oferecer para o controle de ponto para agronegócio? 

Faça agora uma demonstração da ferramenta e descubra como podemos levar todos esses benefícios para o seu negócio!

Teste Grátis Tangerino
Foto: Leonardo Barros

Leonardo Barros

Leonardo é pós-graduado pela PUC Minas em Ciências da Computação. Formou-se em Inovação e Empreendedorismo pela Universidade de Stanford. Fundou diversas empresas de tecnologia e gestão, além das startups Tangerino, Argos e Columbus. É CEO do Tangerino, empresa pioneira em controle de ponto digital no Brasil.

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