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A todo instante, cada pessoa gera dados constantemente na web. Parece algo que acontece aleatoriamente na internet ou já te faz pensar em um RH data-driven?

Sobretudo desde que o ambiente de trabalho se tornou mais digital, com o uso de diferentes softwares, a possibilidade de coleta e análise estratégica de dados surgiu no horizonte do RH.

Para além das burocracias do setor, o RH tem potencial para ser cada vez mais decisivo nos negócios e muitas empresas já anseiam por isso. Alcançar esse objetivo depende de saber usar os dados a seu favor.

Ao longo da leitura, você verá sobre:

O que é data-driven?

RH Data-driven

Data-driven significa orientado por dados. Assim, falamos de um adjetivo que aponta para uma gestão que se baseia em dados para definir suas decisões de forma mais estratégica.

É algo que deriva do big data e a área do conhecimento que estuda como tratar uma quantidade massiva de dados, de modo a tirar o melhor proveito dessas informações.

Só em 2020, cada pessoa gerou 1.7 megabytes de dados por segundo, por exemplo. E o big data é a ciência que lida com as melhores maneiras de tratar tudo isso de forma estratégica. 

Trabalho Remoto

Grosso modo, tudo que diz respeito a uma empresa e seus negócios depende da tomada de decisões. Embora não exista ciência exata ou receita de bolo, o que toda organização quer é acertar em suas escolhas.

Para que isso ocorra, quanto menos achismo, melhor. E uma boa forma de garantir isso é buscando informações que baseiem análises e, consequentemente, decisões seguras e acertadas.

A cultura data-driven se ancora nisso e pode ser aplicada a diferentes setores de uma organização, inclusive ao RH e à sua gestão de pessoas.

O que é RH data-driven?

Com base na explicação anterior, fica fácil entender que um RH data-driven é aquele que se baseia em dados para gerir suas atividades e as pessoas da empresa.

Isso só é viável quando esse RH deixa de ser analógico, adota soluções digitais no seu dia a dia e se torna mais estratégico. Falamos de um RH que baseia suas ações em:

  • OKRs ou Objetivos e resultados-chaves: metodologia em que um objetivo principal é definido e guiado por um conjunto de resultados-chave;
  • métricas e KPIs ou indicadores-chave de desempenho: as métricas são formadas por um conjunto de informações mensuráveis que servem de base para os indicadores.

Confira alguns artigos em nosso blog!
👉 Business Intelligence: a Importância do Uso de Dados no RH
👉 Transformação Digital e o Papel do RH Estratégico Para o Futuro das Organizações
👉 Automatize o controle de ponto e ganhe tempo para o RH estratégico!
👉 Descubra os Melhores ERP Para Pequenas Empresas do Mercado!

Por sua vez, os principais indicadores de RH revelam a efetividade das ações do setor. É o caso, por exemplo, do turnover, da produtividade e da retenção de talentos;

  • ROI ou Retorno Sobre o Investimento: indicador utilizado para definir o desempenho do setor de RH com base na relação entre o investimento feito e o lucro obtido.

Um cálculo que se torna mais fácil de ser feito quando o RH é orientado por dados.

Percebe como o data-driven no RH aproxima o setor dos negócios e o direciona para uma atuação com mais capacidade de impactar os resultados?

Essa mudança inclui, por exemplo, um software capaz de otimizar a folha de pagamentos e um capaz de analisar o perfil comportamental de cada funcionário da organização.

Além, claro, de uma mudança na cultura.

Explicamos isso para você entender que não é possível aplicar o conceito de data-driven no RH sem a adoção de tecnologias modernas, que favoreçam tanto a coleta quanto a análise de dados.

Consequentemente, falamos de um RH que está aberto a essas soluções e que se moderniza também para saber como usá-las.

Destacar isso é importante porque não basta comprar um software X, é preciso preparar o próprio setor para essa evolução. Algo que pode envolver treinamentos, além de um planejamento para o novo momento desse RH.

Em 2021, durante a UP Date Week, conversamos sobre otimização de processo e como deixar a equipe de RH mais estratégica. Acompanhe!

Qual a importância do RH data-driven para a empresa?

O RH cuida de um dos ativos mais importantes das empresas: as pessoas. Ser data-driven permite ao setor acertar cada vez mais na gestão do capital humano.

Isso porque os dados ajudam o RH a tomar decisões de forma mais simples e segura, minimizando inclusive o número de testes para entender como um indivíduo ou equipe responde a determinada situação.

As pessoas são complexas e as relações humanas dentro e fora do trabalho também. Os dados não alteram isso, mas podem fazer com que seja mais fácil entender como agir sabendo de tudo isso.

Atualmente, as ferramentas que fazem um RH data-driven são capazes até de prever comportamentos, por exemplo.

Assim, o setor tem um volume crescente de informações capazes de orientar planejamentos, ações e até seus ajustes.

Em suma, um RH data-driven torna as empresas mais fortes e competitivas porque as permite contar com o melhor de cada profissional que integra os seus quadros. Um RH orientado por dados é mais decisivo para o rumo dos negócios porque pode:

  • otimizar o processo de recrutamento e seleção de candidatos de modo a fazer escolhas mais adequadas para as demandas e a cultura da empresa;
  • coletar e interpretar informações relativas a atrasos, turnovers e outros indicadores de RH de modo a buscar soluções que tenham mais chances de sucesso;
  • entender os perfis comportamentais de cada funcionário para, a partir disso, compreender como promover o desenvolvimento e o ganho de produtividade de indivíduos e equipes;
  • adequar a oferta e a gestão de benefícios da empresa de modo a gerar economia de custos e garantir melhores resultados;
  • agir de forma mais preditiva, sendo capaz inclusive de antever demandas e propor soluções apropriadas o quanto antes.

Antes de continuar, leia esses artigos sobre perfis comportamentais!
👉 Teste de Perfil Comportamental: Como Usar no Processo Seletivo?
👉 Perfil Comunicador: O que você precisa saber sobre ele?
👉 Perfil Analista: Saiba o Que é Como Extrair o Seu Melhor?
👉 Perfil Executor: Quais as Características e Como Desenvolver um?

Assim, esse RH tem influência, sobretudo, para seu sucesso da organização. O que faz com que o setor conquiste maior relevância estratégica.

RH data-driven e People Analytics: qual a relação?

É difícil falar de RH data-driven sem mencionar o People Analyticstambém conhecido como análise de talentos ou análise de RH ― e a relação que existe aí.

Isso porque o People Analytics nada mais é do que uma forma gestão de pessoas que se baseia na análise dos dados coletados sobre os funcionários da empresa.

Então, estamos diante de dois conceitos que buscam se basear em dados para entender as pessoas e tomar decisões relacionadas a elas pensando em seu desenvolvimento profissional e no sucesso dos negócios.

Não é sem motivo que o People Analytics tem por objetivo a antecipação de “soluções para problemas que podem ocorrer com as equipes de trabalho e que influenciam diretamente no funcionamento da empresa, como evasão de talentos, baixa produtividade, queda das vendas e críticas negativas de clientes”.

Antecipar soluções só é possível a partir da coleta, cruzamento e análise de dados. Algo que somente um RH data-driven é capaz de fazer de forma adequada.

Que tal saber mais sobre people analytics? Confira em um de nossos papos no Tangerino Talks!

Como implementar o RH data-driven em sua empresa?

Entender o que é data-driven é fundamental para compreender os pontos que apresentamos a seguir, explicando o que fazer para conquistar essa mudança na forma de atuação do seu RH.

Desenvolvimento de lideranças

Não existe uma única forma de ter um RH orientado por dados, mas há medidas que são importantes em qualquer processo. Confira:

Faça um diagnóstico interno

O primeiro passo é entender a situação atual do RH da empresa, conhecendo seus pontos fracos e fortes, assim como estabelecendo prioridades de melhoria.

Essas prioridades devem ser estabelecidas tendo em mente os objetivos do setor ― que devem ser divididos entre curto, médio e longo prazo.

Isso é importante para que a empresa e o próprio RH comecem a entender a partir de quais ações essa gestão data-driven deve começar, e a gente explica o porquê.

A ideia é que, antes desse “novo” RH pensar em sua atuação na gestão de pessoas para toda a organização, precisa entender como os dados podem otimizar a forma como setor é administrado.

Busque o alinhamento de expectativas

Já mencionamos antes que é preciso preparar o próprio setor para a mudança. 

Tanto os membros da equipe quanto a alta gestão precisam refletir sobre o que é um RH data-driven, o porquê dessa tendência e a importância de encará-la.

Considere que é natural que mudanças gerem resistência interna. Por essa razão, o alinhamento das expectativas é importante para evitar frustrações e manter um clima organizacional mais positivo durante o processo.

O alinhamento ainda contribui para que as pessoas envolvidas abracem verdadeiramente a ideia da mudança. Algo que faz a diferença diante dos desafios que podem surgir.

Tenha uma equipe qualificada

Sua empresa não precisa renovar todo quadro de funcionários para aplicar o data-driven ao RH, mas precisa contar com profissionais prontos para lidar com dados.

Pessoas com habilidades técnicas para lidar com softwares de RH e soluções afins, com capacidade analítica e visão estratégica são bem-vindas tanto para a transição quanto para o dia a dia do RH e da organização.

Entenda que não falamos somente de uma equipe qualificada no próprio setor de Recursos Humanos. Para ser data-driven, é perfeitamente aceitável estreitar a parceria com o pessoal da TI, por exemplo.

Construa seu banco de dados

Lembra-se de que lá no início do post dissemos que cada pessoa gerou 1.7 megabytes de dados por segundo só em 2020?

É certo que o universo da sua organização é apenas um recorte disso, mas mesmo sem ter dado atenção estratégica aos dados, sua empresa os produziu e segue produzindo um volume crescente deles.

Um exemplo? Qualquer equipe ou departamento que produza planilhas ou relatórios está gerando e coletando dados sobre a realidade da empresa.

Acontece que, por vezes, o que um departamento faz não passa a integrar um banco de dados comum às demais áreas da organização. Como consequência, boas informações podem acabar sendo subutilizadas.

Sendo assim, a ideia é unificar esse arquivo e estruturá-lo de forma a melhor atender a empresa como um todo. Um trabalho que, vale destacar, não cabe somente ao RH.

Priorize a qualidade dos dados

Pouco a pouco, adquirir uma visão data-driven mostra que há uma infinidade de dados que podem ser coletados e analisados. Então, entenda que não vale a pena pensar em quantidade, e sim na qualidade das informações.

Existem métricas e indicadores que fazem sentido para uma organização, mas não acrescentam em nada para outra.

Assim, é preciso pensar estrategicamente na hora de definir quais dados coletar.

Do contrário, sua empresa lidará com um volume altíssimo de informações e, possivelmente, se perderá entre o que é e o que não é útil. Algo que seguramente afetaria o potencial de uma gestão data-driven.

Aqui, a seletividade é importante.

Conte com ferramentas tecnológicas adequadas

Um RH data-driven se ancora em um processo de transformação digital que deve ser feito de modo estratégico. O que isso quer dizer?

Quer dizer que é preciso analisar quais ferramentas são adequadas à realidade e às necessidades da empresa visando a coleta de informações de qualidade; conforme vimos anteriormente.

Softwares com tecnologia de automação, recursos de Inteligência Artificial (IA) e outros são relevantes para apresentar ao RH ― e à empresa como um todo ― o poder dos dados. 

Tome decisões baseadas em dados

Por fim, é preciso começar a fazer análises e tomar decisões com base nos dados coletados para ver seu efeito prático.

Quanto a isso, entenda que um RH data-driven não se transforma da noite para o dia. Além da adaptação ao uso de novas tecnologias, há a mudança na cultura e uma jornada de acertos, erros e ajustes pela frente.

Isso vale, inclusive, pensando lá na frente. Quando o uso de dados já estiver consolidado como parte natural da rotina, o próprio setor deve perceber que algumas informações já não servem e que outras precisam ser buscadas.

A cultura data-driven demanda evolução contínua, inclusive porque o volume de dados gerados e coletados é crescente.

Separamos esses materiais ricos para você. Confira!
📚 [Ebook] O uso da tecnologia para aumentar a produtividade
📚 [Ebook] Conheça o Tangerino: inovação e legalidade na gestão de pessoas
📚 [Ebook] A importância da tecnologia no controle do absenteísmo e presenteísmo

Conclusão

O futuro é aplicar o conceito de data-driven no RH e, sempre vale dizer, esse futuro já começou.

Saem na frente as empresas que já estão fazendo uso de tecnologias que, com base em dados, orientam análises e relatórios que terminam por pautar decisões de gestão de pessoas.

Vale, por exemplo, para simples troca de um sistema convencional de controle de ponto por outro alternativo que, funcionando como um app, coleta dados em tempo real.

Uma mudança que permite que o RH tenha informações de forma rápida e simples para identificar melhor questões como a baixa produtividade atrelada ao excesso de horas extras.

Quer saber mais sobre esse futuro? Leia sobre RH Tech, conheça essa tendência e entenda sua importância para as empresas!

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