Recrutamento e Seleção: o que fazer quando as vagas não são preenchidas?

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Recrutamento e Seleção: o que fazer quando as vagas não são preenchidas?

Tempo de leitura: 6 minutos

O processo de recrutamento e seleção é responsável pela entrada de novos profissionais no quadro de trabalho. Com ele, é possível suprir as novas demandas por mão de obra e garantir que as equipes sejam estruturadas com gente talentosa.

No entanto, algumas vezes, é difícil encontrar o profissional ideal e as vagas não são preenchidas. Nesses casos, o prazo inicial não é obedecido, a falta de mão de obra começa a afetar a força de trabalho e os indicadores fogem de controle.

Entendemos essa dificuldade, por isso nós criamos um artigo completo para você. Hoje você vai entender o que fazer quando as vagas não são preenchidas e como usar isso para otimizar seu recrutamento e seleção. Boa leitura!

A pior contratação é a contratação errada

Primeiro, tenha em mente que o pior não é continuar com a vaga em aberto, é contratar a pessoa errada.

Alguns gestores de RH, no ímpeto de preencherem vagas de trabalho, selecionam profissionais sem as competências técnicas necessárias ou sem o alinhamento à cultura organizacional. Isso, sim, é um erro que pode custar caro.

O profissional errado não fica muito tempo no quadro de trabalho. Ele não se adapta aos processos e ao time. Quando recebe uma proposta melhor, vai direto para a concorrência — e, em alguns casos, até prejudica intencionalmente o empreendimento.

O custo de demitir um profissional errado também é alto. Além da rescisão contratual, com multas proporcionais ao tempo de serviço, há o desgaste da imagem da empresa, o tempo perdido no processo e a energia da equipe de RH que é gasta.

Em resumo, faça de tudo para não contratar o profissional errado, mesmo que isso signifique não preencher a vaga.

Os obstáculos na busca pelo profissional ideal

O não preenchimento de uma vaga pode ter diversos significados.

Um dos principais é a falta de mão de obra qualificada no mercado. Em estudo, o ManpowerGroup descobriu que 38% dos empregadores no mundo têm dificuldades em preencher vagas de trabalho. No Brasil, esse número é ainda maior.

Outro problema é o uso de técnicas obsoletas. Muitos gestores de RH continuam com ferramentas do passado e deixam de apostar no que há de mais novo — por exemplo, técnicas de employer branding e fit cultural.

Ainda há o caso de especialistas de RH que não conseguem estabelecer uma comunicação com o seu público-alvo, os candidatos, por falta de bons canais para o diálogo — como redes sociais, páginas de carreira e banco de currículos.

Por fim, há o caso da participação de poucos interessados em um processo de seleção. Isso deixa a decisão muito mais difícil e torna quase impossível a missão de encontrar o talento ideal. Quanto mais candidatos qualificados, melhor.

É muito provável que o não preenchimento da vaga esteja ancorado em um ou vários desses obstáculos.

As dicas para abrir e fechar uma vaga dentro do prazo

Abrir e fechar uma vaga de forma bem-sucedida é um processo — portanto, pode ser ensinado e replicado várias vezes.

Claro, existem fatores externos, como a escassez de mão de obra qualificada, que podem tornar a atividade muito mais difícil, mas não impossível. Em algum lugar, há sempre gente competente, e cabe ao gestor de RH encontrar e contratar esses talentos.

Veja a seguir algumas ótimas dicas para facilitar o processo de aquisição de talentos.

Saiba vender o seu “peixe”

Talvez você nunca tenha pensado dessa forma, mas o recrutamento é um processo de venda. Você está vendendo uma nova oportunidade, a chance de construir uma carreira e trabalhar na sua empresa, então só é preciso encontrar o “comprador” certo.

Para tanto, faça um job description atraente. Mostre por que trabalhar em sua empresa é uma ótima decisão. Fuja do tradicional, fale sobre os benefícios, a cultura, o salário competitivo e o forte senso de meritocracia. Isso atrai gente talentosa.

Encontre os canais certos para veiculação

Para que os candidatos conheçam a oferta de trabalho, é preciso veiculá-la por meio dos canais certos. Hoje em dia, o mais comum é que se utilizem meios online, por exemplo, páginas de emprego e redes sociais.

Há uma enorme diversidade de páginas de empregado, o LinkedIn e o Vagas.com são bons exemplos. Eles possuem milhares de talentos, de diversas áreas, na sua base de profissionais. Isso facilita o recrutamento.

Existem, também, sites de nicho focados em segmentos específicos para o trabalho. O Vulpi é um site de vagas para desenvolvedores e o Maturijob, um site com foco em profissionais da terceira idade.

Por isso, é preciso abandonar meios tradicionais e apostar em canais digitais para veicular a vaga em aberto. Certifique-se, claro, que esse canal está bem alinhado ao público que deseja atrair para a contratação.

Entreviste sempre que possível

A maioria dos profissionais de RH só entrevistam novos candidatos quando há uma vaga em aberto. No entanto, nas empresas mais modernas, o processo de recrutamento é contínuo. Quando menos se espera, os talentos aparecem.

Em razão disso, mesmo que não haja vaga, inicie processos de recrutamento para criar bancos de currículos internos. Assim será muito mais fácil ter contato com os profissionais certos e, quando precisar, efetivar a contratação.

O employer branding como “arma” de contratação

Algumas empresas se tornaram um verdadeiro ímã de talentos. Cada uma das suas vagas são disputadas por centenas de profissionais, algumas mais concorridas que concursos públicos! Essas empresas contam com técnicas de employer branding.

Em resumo, o termo significa marca empregadora. Se refere exatamente à criação de uma imagem institucional com o objetivo de atrair, encantar e reter os profissionais mais talentosos.

Existem muitas técnicas para apostar na construção de uma marca empregadora. Criar uma boa página de carreiras, onde é possível falar da cultura da empresa, liderança e vagas abertas, é uma das estratégias mais adotadas.

Outra possibilidade é usar os atuais profissionais como promotores da marca. Conte a história deles pelas redes sociais, deixe que eles gravem vídeos falando do que gostam na empresa e quais suas perspectivas de carreira dentro da “casa”.

Como é possível observar, o não preenchimento da vaga não é o maior dos problemas, mas ele pode indicar outras falhas no processo de recrutamento e seleção.

Então, aproveite para revisar e melhorar o que é feito. Faça uma descrição de vaga atraente, busque os melhores canais para se conectar aos candidatos e entreviste sempre que possível. E mais, conte com técnicas de employer branding.

O salário não é decisivo. Você não precisa oferecer um valor muito acima da média do mercado. Na verdade, algumas vezes, um salário razoável e um ambiente de trabalho agradável formam a combinação perfeita para a atração dos maiores talentos.

Você já tem experiência com recrutamento e seleção em sua empresa? Compartilhe seus conhecimentos conosco nos comentários!

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