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O absenteísmo está presente em todas as empresas, independentemente da sua área de atuação. Entretanto, em exagero ele pode trazer prejuízos relacionados à baixa produção, que pode afetar até mesmo as finanças do negócio.

Isso porque os índices de absenteísmo, geralmente, estão relacionados à satisfação que os colaboradores sentem trabalhando nela. Dessa forma, saber medir os índices e compreender qual a sua causa, se altos, é muito importante.

Apenas assim é possível identificar possíveis gargalos e encontrar meios para corrigi-los. E é por isso que, neste conteúdo, explicamos o que é o absenteísmo, quais são suas causas e consequências mais comuns e como reduzir suas taxas. Continue sua leitura para acessar todas essas informações!

O que é o absenteísmo no trabalho?

absenteísmo

Também conhecido por ausentismo, absenteísmo é o nome que damos às faltas ou ausências de colaboradores, ainda que não sejam durante um dia inteiro. Esse termo abarca, por exemplo, os colaboradores que chegam atrasados no trabalho, assim como aqueles que saem mais cedo.

Quer saber mais sobre o absenteísmo? Confira o vídeo a seguir e, claro, inscreva-se no canal da Sólides Tangerino para ter acesso a mais conteúdos incríveis sobre este:

Até determinado ponto, o absenteísmo é normal, mas quando ele acontece em exagero, interfere na dinâmica da empresa. Mas, para ser considerado ausentismo, é preciso que os colaboradores faltem com muita frequência.

Se a empresa precisar operar com menos colaboradores que o planejado, menos trabalho será realizado. Além disso, a produtividade da equipe e o ânimo da equipe são afetados.

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Isso porque o absenteísmo gera sobrecarga para os colaboradores que estão, de fato, atuando. Muitas vezes, é preciso que eles façam hora extra para dar conta da demanda deixada por um trabalhador que faltou. 

E pessoas que já estão insatisfeitas tendem a ser menos colaborativas, o que pode impactar nas finanças da empresa. Ou seja, um problema que começa pequeno, tem várias consequências pelo caminho.

Por isso é preciso que o Departamento Pessoal das empresas saibam por que o problema acontece e estabeleça planos de ação para controlá-lo, considerando que quanto maior o índice de absenteísmo, maior o problema. 

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Exemplos de absenteísmo

Você entendeu que o absenteísmo no trabalho é resultado de faltas, atrasos ou ausências constantes no trabalho. Agora, veja exemplos práticos dele:

  • atraso ao chegar no trabalho, provocado por um trânsito fora do normal ou porque o trabalhador perdeu a hora no dia; 
  • demora para retornar no horário de almoço, fazendo com que o intervalo consuma tempo de trabalho; 
  • sair do trabalho mais cedo, seja para buscar o filho na escola, seja por estar passando mal ou outro motivo; 
  • apresentação de atestado médico para justificar o afastamento no dia ou por mais tempo; 
  • declaração de acompanhante para levar filho ou dependentes a consultas médicas.

Além das situações de falta ou ausência que são perceptíveis, existe o chamado absenteísmo mental. Ele é caracterizado pela falta de foco do colaborador no trabalho, de forma que, mesmo ele estando ali, está desatento. 

Esse tipo de absenteísmo, é claro, não é fácil de identificar, uma vez que o colaborador continua marcando presença no ambiente de trabalho. Mas é importante que os gestores da empresa observem a frequência com a qual seus colaboradores estão dispersos

Afinal, vez ou outra isso acontecerá, mas se a frequência é grande e a dispersão é observada em um grande número de funcionários, pode haver um problema com o ambiente de trabalho.

O que diz a lei sobre o absenteísmo?

absenteísmo

O absenteísmo está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e no Decreto 3.048/99. Segundo essas leis, ele se caracteriza por:

  • faltas injustificadas;
  • atrasos e saídas antecipadas ou intermediárias;
  • suspensões disciplinares;
  • horas de atestado ou absenteísmo involuntário;
  • atestados médicos parciais ou integrais do empregado, causados por doenças comuns, ocupacionais ou acidentes do trabalho; 
  • atestados médicos parciais ou integrais para acompanhamento de filhos;
  • dentre outros motivos para a ausência.

Os absenteísmos injustificados podem ser penalizados com advertências, suspensão por até 30 dias ou mesmo demissão por justa causa. Além disso, quando o colaborador deixa de ir ao serviço por esse período, configura-se abandono de emprego.

O que não é considerado absenteísmo?

É possível pensar que o absenteísmo é caracterizado apenas pelas ausências injustificadas, mas não é o caso. Toda e qualquer ausência do colaborador do trabalho, quando ele deveria estar trabalhando, é considerada absenteísmo voluntário ou involuntário. 

Quais são as causas do absenteísmo no trabalho?

As causas por trás do absenteísmo são variadas, já que existem inúmeros motivos para que um funcionário atrase, saia mais cedo, ou não compareça no trabalho. Mas é importante conhecê-las, para que a empresa consiga contorná-las, sempre que puder. Listamos algumas, abaixo:

Ausência de ergonomia

A falta de um ambiente adequado para o trabalho, que proporcione o bem-estar, pode impactar significativamente na saúde dos colaboradores. Um ambiente ergonomicamente correto ajuda a prevenir danos à saúde, estabelecendo condições adequadas para cada função e permitindo um melhor desempenho dos colaboradores.

Condições insalubres de trabalho

A presença de condições insalubres de trabalho pode resultar em problemas físicos e psicológicos para os trabalhadores. Por exemplo, exposição a ruídos intermitentes, altos volumes sonoros e agentes nocivos à saúde.

Fatores como esses afetam negativamente o ambiente de trabalho, interferindo no desempenho dos colaboradores e impedindo a execução de suas atividades laborais.

Conflitos interpessoais

Conflitos com colegas de trabalho ou superiores, incluindo situações de bullying, criam um ambiente hostil que leva os funcionários a evitarem o local de trabalho. 

Esses conflitos não apenas impactam a saúde mental dos envolvidos, mas também prejudicam a dinâmica da equipe, comprometendo a eficiência e a colaboratividade entre todos.

Desmotivação

desmotivação no trabalho

A desmotivação no ambiente de trabalho pode ser desencadeada por vários fatores, muitos deles relacionados diretamente à empresa

Por exemplo, salários considerados insuficientes, a falta de oportunidades de crescimento profissional e a ausência de benefícios adequados. 

Assim, os funcionários percebem que seus esforços não são reconhecidos ou que suas expectativas em relação à empresa não são atendidas. Dessa forma, eles sentem uma desmotivação que, ao longo do tempo, pode se manifestar em ausências no trabalho.

Doenças não relacionadas ao trabalho

Enfrentar doenças não relacionadas ao trabalho é uma realidade comum para todos, porque estamos sujeitos a condições de saúde adversas

Muitas enfermidades podem afetar os colaboradores, exigindo períodos de ausência para recuperação, ou seja, levando ao absenteísmo. 

Estrutura inadequada de trabalho

É possível observar a falta de uma estrutura de trabalho adequada de diversas formas. Desde a escassez de equipamentos essenciais até a ausência de um ambiente funcional para a realização das atividades.

Quando os funcionários não têm acesso aos recursos necessários para desempenhar suas funções de maneira eficaz, a frustração pode se acumular

Deste modo, essa falta de recursos e estrutura pode resultar em um incômodo contínuo que leva os colaboradores a se ausentarem no trabalho.

Estresse

O estresse no ambiente de trabalho pode ter muitos motivos e também impactar negativamente a saúde mental e física dos colaboradores. Alguns deles são, por exemplo, longos deslocamentos diários e tráfego intenso.

Além disso, fatores como a separação prolongada da família também podem gerar estresse. E há, ainda, problemas relacionados ao próprio ambiente de trabalho, como a falta de colaboração entre colegas, excesso de ruído e interrupções frequentes. 

Esses elementos podem resultar em níveis insustentáveis de estresse, levando os funcionários a se ausentar em busca de alívio.

Imprevistos

marcação de ponto

Imprevistos são inerentes à vida cotidiana e podem ter impactos direto no comparecimento ao trabalho. Por exemplo, a necessidade de lidar com emergências familiares, como doenças de filhos, eventos inesperados como pneus furados durante o trajeto para o trabalho, ou mesmo o luto pelo falecimento de alguém próximo. 

Esses imprevistos demandam tempo e atenção, sendo razões válidas para que o colaborador se ausente no trabalho.

Incompatibilidade com a cultura organizacional

Quando os valores e hábitos difundidos pela empresa não estão alinhados com as convicções do funcionário, pode surgir um sentimento de insatisfação

A falta de concordância com a cultura organizacional pode ser percebida como um obstáculo à realização pessoal e profissional. 

Dessa forma, o colaborador pode faltar, como uma forma de escapar desse ambiente que não se encaixa com as suas expectativas e valores individuais.

Liderança fraca

Líderes que se limitam a atribuir tarefas, sem se preocupar com a carga de trabalho ou reconhecer as necessidades individuais dos colaboradores, podem gerar insatisfação generalizada

A falta de reconhecimento, a sensação de não ter suas necessidades atendidas e a ausência de uma liderança que inspire e apoie os funcionários podem criar um ambiente de desconexão e desmotivação.

Métodos inseguros para realizar os trabalhos

Em determinadas profissões, a exposição constante a riscos pode desencadear muitas faltas. Isso porque trabalhadores que realizam suas funções em ambientes de alto risco, como eletricistas, construtores civis, biomédicos e enfermeiras, dependem de materiais e equipamentos adequados para garantir sua segurança

Portanto, a ausência desses recursos essenciais pode levar a alta probabilidade de acidentes e, consequentemente, a faltas no trabalho devido a lesões ou preocupações com a saúde.

Motivos pessoais

Eventos importantes na vida de um trabalhador, como passar por um divórcio ou enfrentar desafios emocionais, podem impactar negativamente nele, levando à ausência no local de trabalho. 

Embora alguns desses motivos possam ser justificados, como casamento, licença maternidade ou doação de sangue, a gestão inadequada dessas situações pode resultar em faltas frequentes. 

Problemas de saúde relacionados ao trabalho

principais causas de afastamento do trabalho

A exposição a condições de trabalho prejudiciais pode desencadear vários problemas de saúde que contribuem significativamente para o absenteísmo. 

São essas condições, por exemplo, a presença constante de agentes nocivos, ambientes desconfortáveis e barulhos perturbadores. Elas podem resultar em dores físicas, como problemas na coluna e dores de cabeça. 

Além disso, as tensões no ambiente de trabalho, incluindo animosidade entre a equipe, podem desencadear problemas psicológicos, como estresse e outros transtornos mentais. O resultado é o afastamento dos colaboradores.

Sobrecarga

A sobrecarga de trabalho, frequentemente, resulta em um fenômeno que conhecemos como burnout. 

Quando os colaboradores enfrentam demandas excessivas e não conseguem encontrar tempo para relaxar e se recuperar, a exaustão física e mental pode se instalar

O burnout é caracterizado pela exaustão emocional, despersonalização e diminuição do senso de realização no trabalho. 

Esses sintomas impactam negativamente a motivação e o engajamento dos funcionários, levando a faltas no trabalho, enquanto eles tentam lidar com as consequências da sobrecarga.

Transtornos mentais

A saúde mental dos colaboradores é um dos principais motivos de absenteísmo. Transtornos como estresse, ansiedade, depressão, burnout e transtorno afetivo bipolar (TAB) afetam o desempenho do colaborador e o ambiente de trabalho.

O Brasil, por exemplo, enfrenta grandes desafios nesse aspecto, com a população sendo considerada a mais depressiva da América Latina e a mais ansiosa do mundo.

A presença desses transtornos pode levar os funcionários a faltar ao trabalho devido a dificuldades em lidar com as pressões e desafios emocionais.

Quais são os tipos de absenteísmo?

absenteísmo

Você entendeu o que é o absenteísmo e percebeu que há vários motivos que levam um colaborador a se ausentar do trabalho. Agora, falaremos sobre os principais tipos de absenteísmo, que são divididos conforme sua causa. Acompanhe!

Absenteísmo justificado

O absenteísmo justificado ocorre quando um trabalhador se ausenta do trabalho, mas apresenta uma justificativa válida e prevista na lei. Esse tipo de ausência pode ser respaldado, por exemplo, por atestados médicos, comprovando a necessidade do afastamento devido a questões de saúde. 

Quando um colaborador falta por motivos legalmente aceitáveis, ele deve providenciar a documentação que comprove o motivo de afastamento. 

Após entregá-la ao RH, o departamento abona as faltas do funcionário, garantindo que o período de ausência seja reconhecido e não descontado do seu salário.

Absenteísmo injustificado

O absenteísmo injustificado acontece quando um colaborador se ausenta do trabalho sem apresentar justificativas aceitáveis previstas em lei. Ele acontece até mesmo se o trabalhador alegar uma razão legal para sua falta, mas não conseguir comprová-la.

Em casos de ausência sem justificativas adequadas, a falta é considerada injustificada e, como consequência, o período de ausência é descontado do salário do funcionário. 

Além disso, esse tipo de absenteísmo pode resultar em medidas disciplinares, segundo as políticas internas da empresa, e prejudica a regularidade das atividades da equipe.

Absenteísmo crônico

O absenteísmo crônico caracteriza-se pela recorrência das faltas de um colaborador ao trabalho. Geralmente, esse tipo de absenteísmo está associado a condições médicas crônicas que afetam a capacidade do funcionário de manter uma presença regular. 

Doenças persistentes, lesões ou condições de saúde prolongadas podem levar a ausências frequentes. Dessa forma, para lidar com o absenteísmo crônico, as empresas precisam adotar estratégias que promovam o bem-estar no trabalho.

Assim, elas conseguem oferecer suporte aos colaboradores afetados, garantindo que eles possam contribuir de maneira significativa, mesmo diante de desafios de saúde persistentes.

Absenteísmo voluntário

O absenteísmo voluntário refere-se às ausências planejadas e consentidas, seja pelo colaborador ou pela própria empresa. Por exemplo, férias programadas, dias de folga semanais ou qualquer ausência acordada entre ambas as partes. 

Este tipo de absenteísmo é voluntário, pois é uma escolha deliberada e muitas vezes antecipada. Entretanto, é preciso que a empresa saiba gerir essas ausências, para garantir que suas atividades não sejam prejudicadas pela falta de colaboradores essenciais. 

A boa coordenação dessas faltas possibilita continuar as operações e garantir que as responsabilidades sejam distribuídas de maneira eficaz, mesmo com membros da equipe ausentes.

Absenteísmo por motivos pessoais

O absenteísmo por motivos pessoais ocorre quando um colaborador se ausenta do trabalho devido a questões de ordem pessoal, que podem ou não ser justificadas. 

Ele acontece por inúmeros motivos, desde questões emocionais individuais, problemas familiares, e até luto pela perda de um ente querido.

A empresa não é obrigada a aceitar justificativas não previstas em lei. Entretanto, vale a pena entender as necessidades dos colaboradores, para proporcionar um ambiente de trabalho compreensivo e de apoio, quando necessário.

Absenteísmo por desmotivação ou insatisfação

O absenteísmo relacionado à desmotivação ou insatisfação ocorre quando os colaboradores, por diferentes razões, tornam-se desengajados em relação ao trabalho

Essa falta de motivação pode acontecer, por exemplo, devido a salários considerados incompatíveis com o mercado, à ausência de oportunidades de crescimento profissional ou à falta de benefícios adequados

Quando os funcionários se sentem desvalorizados ou insatisfeitos com as condições de trabalho, é mais provável que optem por faltar. Por isso, nesses casos, a empresa deve rever suas políticas internas e apostar em mudanças positivas, solucionando as principais fontes de desmotivação.

Absenteísmo por acidente de trabalho

O absenteísmo por acidente de trabalho ocorre quando um colaborador se ausenta devido a lesões ou acidentes ocorridos durante o exercício de suas funções. 

Esses acidentes podem variar em gravidade, desde pequenos incidentes até acidentes mais sérios que exigem um afastamento prolongado

Por exemplo, quedas, contusões, cortes, exposição a substâncias perigosas, dentre outras situações que resultem em danos à saúde do trabalhador.

A gravidade do acidente, muitas vezes, determina a duração do afastamento necessário para recuperação. Mas, além dos impactos físicos, os colaboradores podem enfrentar desafios emocionais relacionados ao trauma do acidente. 

Banner com fundo roxo e o texto

Turnover e absenteísmo são a mesma coisa?

Turnover e absenteísmo são, ambas, métricas que a empresa pode utilizar para avaliar sua gestão de pessoas. Mas elas não são a mesma coisa! 

Turnover é um indicador que mostra como estão os desligamentos da empresa, ou seja, se há muitas demissões em determinado período. Para chegar a esse número, é preciso comparar as admissões com as demissões. 

Se há muitos colaboradores entrando e saindo, pode ser que a empresa esteja com dificuldades em reter seus talentos, já que isso indica substituições de colaboradores para a mesma função.

Nesse caso, é preciso descobrir o motivo que leva à insatisfação tamanha, que os trabalhadores preferem sair da organização. Assim, a empresa pode trabalhar nele e garantir a permanência dos melhores profissionais.

Para saber mais sobre como reduzir o turnover nas empresas, é só apertar o play:

O absenteísmo, por sua vez, está relacionado às ausências momentâneas ou faltas dos colaboradores.

Ambas as métricas, absenteísmo e turnover, possuem alguma relação. Isso porque, geralmente, quando a taxa de absenteísmo é alta, a de turnover também é. Um colaborador insatisfeito pode começar a faltar muito, antes de pedir demissão. 

Além disso, quando o turnover e o absenteísmo estão altos, isso significa que a produtividade da empresa está mais baixa do que deveria. Afinal, se há muitas faltas, há tarefas ficando pendentes. 

E, se há muitas demissões e contratações, além dessas tarefas, há novatos que levarão tempo até conseguirem desenvolver com destreza a função daqueles que saíram. 

Turnover e presenteísmo: qual a diferença?

Nós já abordamos aqui o absenteísmo mental: ele é o mesmo que o presenteísmo. Dessa forma, o presenteísmo acontece quando os colaboradores estão presentes fisicamente, mas não estão concentrados em suas tarefas. 

Ou seja, apesar de estarem frequentando o trabalho, não estão produzindo. É mais difícil identificar esse tipo de absenteísmo, justamente porque o colaborador não falta. 

Os motivos que levam um colaborador à distração são muitos e podem estar atrelados à falta de condições físicas e psicológicas para o trabalho. Ele pode optar por não contar à empresa ou não pegar atestados por ter medo de ser demitido

Por isso, a empresa precisa cuidar para que o ambiente de trabalho seja acolhedor, de modo que seus colaboradores sintam que podem resolver seus problemas e voltar ao trabalho melhores.

Já o turnover está diretamente relacionado às demissões e não às ausências. Dessa forma, turnover e presenteísmo são métricas corporativas que não possuem ligação entre si.

Quais são as consequências do absenteísmo para a empresa?

Como você percebeu, o absenteísmo não é bom para a empresa, porque implica na falta de pessoas importantes na realização de seus trabalhos. A título de deixar ainda mais claras as suas desvantagens, preparamos a lista a seguir!

Sobrecarga de trabalho para os colaboradores presentes

A ausência de membros da equipe cria uma sobrecarga de tarefas para aqueles que estão presentes. Por sua vez, o aumento da carga de trabalho pode levar a níveis elevados de estresse, fadiga e reduzir a qualidade do trabalho.

Redução da eficiência operacional

redução de produtividade

A falta de membros da equipe pode resultar em processos mais lentos e menos eficazes. Dessa forma, a empresa pode ser afetada em sua capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças do mercado.

Perda de prazos

A falta de colaboradores pode resultar na não conclusão de tarefas dentro dos prazos estabelecidos. Isso pode comprometer projetos, afetar a reputação da empresa e prejudicar a relação com clientes e parceiros.

Insatisfação dos clientes

O absenteísmo pode levar a atrasos na entrega de produtos ou na prestação de serviços, resultando na insatisfação dos clientes. Dessa forma, eles podem buscar alternativas na concorrência, impactando sua fidelidade e a reputação da empresa.

Contratação de trabalhadores extras

Para cobrir as ausências, a empresa pode ser forçada a contratar trabalhadores temporários ou extras. Isso implica em custos adicionais com treinamento e integração, sem contar a possibilidade de baixa qualidade no trabalho.

Reajuste de times

A constante necessidade de reajustar equipes para compensar as ausências pode criar instabilidade organizacional. Isso porque o rearranjo frequente de times pode prejudicar a dinâmica e a colaboração entre os funcionários.

Aumento de conflitos internos

A sobrecarga de trabalho e a pressão resultantes do absenteísmo podem aumentar os conflitos internos entre os colaboradores. Dessa forma, o trabalho em equipe é prejudicado, assim como a harmonia no ambiente de trabalho.

Perda de dinheiro

O absenteísmo pode resultar em perdas financeiras devido a custos com trabalhadores temporários, horas extras, treinamento adicional e a diminuição da produtividade geral.

Impacto na cultura organizacional

A presença constante de absenteísmo pode minar a cultura organizacional, afetando a moral dos funcionários e comprometendo sua motivação e disposição no trabalho. 

Impactos do absenteísmo na folha de pagamento

O absenteísmo pode ser descontado na folha de pagamento, desde que a empresa tenha um controle de ponto eficaz. Mas isso, por si só, não garante que ela deixe de perder dinheiro.

Quando um funcionário falta com frequência ao trabalho, as tarefas ficam acumuladas e os prazos são perdidos. Isso pode impactar na satisfação do cliente, na produtividade da equipe e também no faturamento.

Além disso, caso alguém assuma a responsabilidade e passe a executar as tarefas de quem está ausente, a empresa passa a pagar horas extras para quem está sobrecarregado de trabalho, onerando sua folha de pagamento.

Ainda, o custo do absenteísmo pode ir mais longe. Quando uma equipe percebe que um dos integrantes não cumpre seu papel e falta repetidas vezes, instala-se um clima de insatisfação, que pode vir a comprometer a produtividade de toda a empresa. 

Com a redução geral da produtividade, as consequências são custos ainda maiores para a empresa.

A problemática pode se estender ainda mais quando um funcionário, já sobrecarregado com uma jornada de trabalho de 12 horas, por exemplo, fica doente e solicita afastamento pelo INSS por depressão ou estresse.

Isso porque os primeiros 15 dias de atestado médico são pagos pela própria organização, sem a disponibilidade da mão de obra.

Após esse período, o INSS arca com o pagamento de salários. Entretanto, a empresa mantém a pessoa em sua folha de pagamento e, muitas vezes, acaba impossibilitada de contratar um substituto.

Portanto, o absenteísmo não é um problema pequeno, já que ele pode se tornar uma reação em cadeia, afetando os resultados da empresa em pouco tempo.

Como calcular os índices de absenteísmo?

Descontos obrigatórios da folha de pagamentos

Nós mostramos que o absenteísmo traz consequências como o aumento nos custos de operação, aumento nas horas extras, baixa produtividade e insatisfação de funcionários e clientes. Por isso, é importante saber como calculá-lo!

Para medir o índice de absenteísmo na sua organização, calcule a quantidade de horas que cada trabalhador deveria cumprir no mês e some-as.

Se você tem 10 funcionários que trabalham 8 horas diárias durante 22 dias no mês, o total de horas trabalhadas seria: 

10 x 8 x 22 = 1.760 horas

Após esse levantamento, você deve contabilizar a quantidade de horas de ausência durante o mês, considerando atrasos, saídas antecipadas e faltas parciais ou totais.

Primeiro, calcule individualmente quantos minutos ou horas cada funcionário faltou e depois some todos os resultados.

Finalmente, aplique a seguinte fórmula:

Absenteísmo = (horas perdidas/horas totais) x 100

Esse resultado demonstrará quanto do tempo total de produtividade de sua equipe está sendo perdido em faltas, atrasos e saídas antecipadas. Quanto maior for o índice de absenteísmo na empresa, maior o prejuízo financeiro.

Qual índice de absenteísmo é aceitável?

Os índices de absenteísmo considerados aceitáveis variam, geralmente, entre 5% a 10%. Entretanto, esses valores são influenciados por diversos fatores, como a região geográfica e o setor da empresa. 

Isso porque essa variação acontece devido às diferentes características socioeconômicas, culturais e de trabalho em cada localidade e setor.

É importante ressaltar que atingir 0% de absenteísmo é praticamente impossível, uma vez que imprevistos, doenças e situações pessoais são inevitáveis na vida de qualquer colaborador. 

Sempre haverá eventos imprevisíveis que levam a faltas justificadas. Assim, a busca pela redução do índice de ausência visa o controle sobre o que se pode prever e gerenciar.

Ao reconhecer que um índice mínimo de absenteísmo é inevitável, as empresas podem focar em estratégias preventivas e proativas para gerenciar e manter o índice dentro dos limites aceitáveis. 

Como reduzir a taxa de absenteísmo no trabalho?

Você pôde notar que é muito importante reduzir a taxa de absenteísmo na empresa. Por isso, deixamos aqui uma lista de sugestões para que você consiga fazer isso. Saiba quais são elas!

Invista no bem-estar dos colaboradores

Ao criar um ambiente de trabalho que promova o acolhimento, suporte emocional e atenda à ergonomia para realização de tarefas, a empresa proporciona mais qualidade de vida aos seus funcionários. 

Assim, ela reduz os fatores que levam às faltas e promove um maior engajamento dos colaboradores.

Ofereça planos de carreira bem estruturados

Colaboradores que enxergam possibilidades claras de crescimento e desenvolvimento profissional tendem a manter a motivação para permanecer na empresa. 

Cuide da saúde ocupacional

Qual a finalidade do exame ASO

Garantir que o ambiente de trabalho seja seguro e livre de riscos é dever da empresa para proteger seus colaboradores. Programas de prevenção, exames regulares e a promoção de hábitos saudáveis são iniciativas que contribuem para a preservação da sua saúde e bem-estar.

Melhore a comunicação interna

Ambientes de trabalho onde a comunicação é clara e aberta evitam desentendimentos, frustrações e contribuem para uma equipe mais colaborativa e engajada nas atividades. 

Forneça feedbacks sempre que necessário

Os feedbacks servem como ferramenta de ajuste, permitindo que os colaboradores compreendam as expectativas da empresa em relação ao seu desempenho. Além disso, feedbacks positivos atuam como incentivo aos trabalhadores.

Estabeleça programas de incentivo/reconhecimento

Programas de incentivo e reconhecimento, como recompensas por metas alcançadas, benefícios exclusivos, vale-presentes ou cursos profissionalizantes, estimulam a motivação e o comprometimento dos colaboradores. 

Considere o fit cultural antes da contratação

Ao considerar o fit cultural antes da contratação, a empresa assegura que os valores, princípios e objetivos do candidato estejam alinhados com os da organização. Isso reduz a probabilidade de faltas relacionadas à insatisfação ou incompatibilidade.

Repense a jornada de trabalho

Por fim, se a jornada de trabalho for exaustiva, a empresa terá um colaborador presente, mas incapaz de obter um bom desempenho. Dessa forma, é necessário avaliar a necessidade de encurtá-la, favorecendo a produtividade e a concentração, reduzindo o cansaço excessivo e, consequentemente, o absenteísmo. 

NR 17 e absenteísmo

A NR 17, ou Norma Regulamentadora 17, estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), é uma legislação específica que trata da ergonomia no ambiente de trabalho

Seu principal objetivo é garantir que o espaço laboral seja adaptado para proporcionar bem-estar e conforto aos trabalhadores, visando aumentar a qualidade de vida deles e seu desempenho nas atividades diárias.

A norma contempla padrões e diretrizes relacionados à segurança de equipamentos, condições sanitárias e organização do ambiente de trabalho, dentre outros.

Ao segui-la, a empresa cria condições psicofisiológicas ideais para os colaboradores e previne doenças e lesões relacionadas às atividades laborais. Portanto, ela promove a redução de riscos à saúde e aumenta a satisfação no trabalho.

A consequência são colaboradores atuando com melhor desempenho e mais confortáveis em sua função, levando à redução do absenteísmo, por minimizar o impacto de problemas físicos e psicológicos que poderiam levar a faltas.

Atenção à segurança e saúde no trabalho

Você notou que acidentes de trabalho são uma das principais causas de absenteísmo. Por isso, é fundamental que a empresa adote medidas para preveni-los. 

Até porque, dela depende a segurança dos seus colaboradores no trabalho. Portanto, o ideal é implementar uma comissão interna de prevenção de acidentes (Cipa) e reforçar a importância do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). 

Além disso, é responsabilidade da empresa oferecer aos colaboradores ambientes seguros e ergonômicos, para fornecer-lhes bem-estar e reduzir as chances do aparecimento de doenças ocupacionais

Por fim, a empresa deve reforçar aos colaboradores a necessidade de atenção ao executar suas funções e de medidas de segurança que forem necessárias em cada atividade.

Entendeu tudo sobre absenteísmo no trabalho?

O absenteísmo é uma situação comum nas empresas, desde que não aconteça de forma exagerada. Nesse caso, é preciso conhecer suas causas para trabalhar nelas a fim de encontrar soluções para reduzi-lo.

Isso porque reduzi-lo é fundamental para a manutenção da produtividade dos colaboradores e, consequentemente, para evitar prejuízos financeiros e outros, como a insatisfação dos clientes.

Não é possível fazer as taxas de absenteísmo chegarem a 0, mas é possível melhorar a qualidade de vida e a motivação dos trabalhadores, para o bem deles e da própria empresa.

Principais dúvidas sobre o assunto

A seguir, nós tiramos as dúvidas mais comuns sobre absenteísmo. Acompanhe!

O que é absenteísmo?

Absenteísmo é toda e qualquer ausência do colaborador, causada por atrasos ou faltas ao trabalho, voluntariamente ou não.

Quais os principais tipos de absenteísmo?

São os tipos mais comuns de absenteísmo:

• justificado; 
• injustificado; 
• crônico; 
• voluntário;
• por motivos pessoais; 
• por desmotivação ou insatisfação; 
• por acidente de trabalho.

Quais as principais causas do absenteísmo?

As causas mais comuns do absenteísmo são:

• ausência de ergonomia; 
• condições insalubres de trabalho; 
• conflitos interpessoais; 
• desmotivação; 
• doenças não relacionadas ao trabalho; 
• estrutura inadequada de trabalho; 
• estresse; 
• imprevistos; 
• incompatibilidade com a cultura organizacional; 
• liderança fraca; 
• métodos inseguros para realizar os trabalhos; 
• motivos pessoais; 
• problemas de saúde relacionados ao trabalho; 
• sobrecarga; 
• transtornos mentais. 

Qual a diferença entre absenteísmo e turnover?

Enquanto o absenteísmo se refere às ausências dos colaboradores, o turnover se refere às demissões por parte deles ou da empresa.

Qual a diferença entre absenteísmo e presenteísmo?

O absenteísmo está relacionado aos colaboradores que se ausentam do ambiente de trabalho. Já o presenteísmo se refere aos colaboradores que vão trabalhar, mas ficam dispersos, desconcentrados, enquanto estão na empresa.

Como calcular o absenteísmo?

O cálculo de absenteísmo é feito da seguinte forma: primeiro, calcule a quantidade de horas que cada trabalhador deveria cumprir no mês e some-as. Em seguida, calcule quantos minutos ou horas cada funcionário faltou e depois some todos os resultados. Por fim, aplique a seguinte fórmula: Absenteísmo = (horas perdidas/horas totais) x 100. O resultado é o tempo de trabalho que a equipe está perdendo devido a faltas, atrasos e saídas antecipadas. 

Como prevenir o absenteísmo?

É possível prevenir o absenteísmo adotando as seguintes medidas:

• investindo no bem-estar dos colaboradores;
• oferecendo planos de carreira bem estruturados;
• cuidando da saúde ocupacional;
• melhorando a comunicação interna;
• fornecendo feedbacks sempre que necessário;
• estabelecendo programas de incentivo/reconhecimento;
• considerando o fit cultural antes da contratação;
• repensando a jornada de trabalho.

Próximos passos…

Agora você entendeu o que é absenteísmo e como muitas vezes ele é causado por faltas voluntárias e injustificadas do colaborador. Porém, também há situações em que o colaborador deve receber normalmente, mesmo diante da ausência no trabalho.

Para que você saiba quais são elas, sugerimos que acompanhe nosso texto com 11 situações em que você não pode descontar do trabalhador!

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