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Para ser um profissional bem-sucedido é preciso ter, entre outras habilidades, a capacidade de atuar como o dono da sua própria carreira, o chamado protagonismo profissional.

Problemas, crises, incertezas e mudanças podem acontecer com qualquer pessoa e a qualquer momento. No entanto, é preciso saber como enfrentar as adversidades, aproveitar as oportunidades ou mesmo desenhar um novo caminho para a sua trajetória no universo do trabalho.

Quer saber o que é protagonismo profissional e como desenvolver essa habilidade? Continue a leitura deste artigo até o fim e anote todas as dicas!

O que é protagonismo profissional?

pessoa de roupa social sentada em frente a notebook fazendo gesto comemorativo representando protagonismo profissional

Protagonismo profissional é uma competência assumida pelo trabalhador que se considera o autor principal da sua história. Ele se vê como o único responsável por sua própria evolução profissional e pessoal. É ainda aquele que, além de tomar decisões, sente-se o responsável por executá-las.

Isso quer dizer que o protagonismo profissional parte de alguém capaz de assumir a responsabilidade pelo resultado e, assim, fazer o que for preciso para obter êxito. 

De maneira geral, as características mais marcantes para quem se considera o protagonista da sua carreira é um senso incomum de assumir responsabilidades, autoconfiança, liderança, persistência e decisões. Esses são traços da sua própria personalidade

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Como deu para perceber, o estado de protagonismo é totalmente independente da empresa, é uma responsabilidade do próprio profissional. Desse modo, todas as pessoas assumem papéis importantes em diversas áreas da vida, seja no âmbito profissional ou pessoal. 

O protagonismo está diretamente relacionado à forma como se conduz a carreira e, consequentemente, a própria vida.

Por que é importante incentivar o protagonismo profissional dos funcionários?

Cada vez mais empresas buscam profissionais protagonistas, proativos e criativos. Afinal, essas habilidades são chave para negócios que desejam sobreviver à transformação digital. O problema é que nem todas estão preparadas para lidar com profissionais proativos. Estruturas e hierarquias muito rígidas, por exemplo, afastam esses colaboradores. 

Ao mesmo tempo, muitos líderes afirmam procurar por protagonistas. Porém, na prática, não aceitam que sua “autoridade” seja contestada ou que esses profissionais se destaquem mais do que eles mesmos. Ou seja, trata-se de um problema cultural que exige mudanças em todos os níveis da organização

É preciso que a empresa desenvolva uma cultura da inovação, incentivando atributos como a colaboração, a responsabilidade e a inteligência emocional. Além disso, investir em educação corporativa pode ajudar. Com treinamentos adequados, os profissionais refletirão sobre suas próprias ações, dentro e fora da empresa, e sobre como podem melhorar. 

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8 dicas para desenvolver o protagonismo profissional

Agora que já vimos a importância e os benefícios do protagonismo profissional, vamos dar algumas dicas para você, que deseja trabalhar essa competência e ser um colaborador mais resiliente diante as adversidades. Acompanhe!

1. Faça uma análise SWOT

SWOT é a sigla em inglês para Forças (Strengths), Fraquezas (Weakness), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). Apesar de a ferramenta ser muito utilizada na administração, a análise SWOT pode ser adaptada para uma autoanálise. Veja como:

  • S (forças): liste características pessoais positivas, reconhecidas como virtudes na sua vida profissional;
  • W (fraquezas): identifique aqueles traços que atrapalham a carreira;
  • O (oportunidades): considerando suas características, preferências e condições, que oportunidades você enxerga no mercado para progredir?
  • T (ameaças): por outro lado, quais fatores e eventos desse mercado podem ameaçar seu crescimento profissional? 

2. Tenha um propósito

Quem tem um propósito é capaz de realizar qualquer feito. Por que você existe? O que faz você acordar todos os dias? Quais são seus principais talentos?

Ter essas questões em mente permite que você se mantenha firme diante de possíveis adversidades, seguindo com garra em direção a seus objetivos. 

3. Invista em autoconhecimento

O autoconhecimento é a melhor forma de saber onde estamos e onde queremos chegar. Isso porque ele nos ajuda a traçar um plano de carreira bem estruturado.

No entanto, antes mesmo de começar a traçar um plano, você precisa ter consciência das coisas que você gosta ou não de fazer, dos seus valores e do que te move. 

Um bom exercício para isso é listar todas as coisas em que você é bom e também os pontos que você ainda precisa melhorar ou desenvolver. 

4. Amplie suas habilidades

Já ouviu falar que conhecimento é poder? Então, realmente é!

Por isso, tente conhecer os processos de outras áreas, aprenda coisas habilidades, ajude pessoas de outros times com demandas pontuais e esteja sempre disposto a se atualizar. Logo, você vai descobrir habilidades que nem imaginava possuir.

5. Peça feedback

Peça feedbacks com frequência e sem restrições. Qualquer pessoa pode falar algo que ajude você no seu desenvolvimento e evolução.

Feedback é a maneira mais rápida de corrigir a rota, enxergar pontos cegos e avançar na vida e na carreira, desde que você esteja aberto a ouvir e fazer algo com isso.

6. Continue sempre se aperfeiçoando

Mantenha uma aprendizagem ativa e contínua. Seja curioso e busque aprender temas e ferramentas mesmo que não pareçam relacionados com a sua atual função.

Além disso, aprender novas formas de fazer a mesma coisa é uma maneira de manter seu cérebro sempre ativo e sendo desafiado.

7. Estabeleça metas

Onde você quer chegar? Qual seu objetivo? E depois que alcançá-los, o que pretende fazer?

Para ter mais motivação em sua trajetória, é essencial que você estabeleça pequenos passos em direção a seu destino final.

8. Trace um plano de ação

Em primeiro lugar, é preciso aceitar que o principal responsável pela construção de uma carreira com significado, independentemente do ambiente e dos outros, é você mesmo. 

Por isso, mantenha um plano de ação como referência, permitindo espaço para o acaso, mas sem deixar para a vida a responsabilidade de te conduzir.

Valorize sua história de vida, seus sucessos e fracassos. E tenha em mente que é possível transformar derrotas em novas oportunidades. Não existe uma receita instantânea para o seu sucesso. Por isso, é fundamental buscar alternativas para seguir em frente e obter bons resultados.

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6 coisas para evitar e não prejudicar o protagonismo profissional

Agora que você já sabe quais são as boas práticas para ter protagonismo profissional, confira a lista do que não fazer caso você queira alcançar esse objetivo na sua carreira:

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1. Não tomar as rédeas da sua própria vida

As transformações para ser protagonista começam pelo plano afetivo. É preciso tomar decisões desconfortáveis, assumir riscos e abrir mão de benefícios de curto prazo em prol de resultados futuros. 

Tudo isso parte de mudanças de sensibilização e gradação de valores, enquanto objetivos de aprendizado.

Não por acaso, muitos profissionais se tornam coadjuvantes por esconderem seus potenciais diante de desafios e oportunidades

Ao não se testarem, mantêm a percepção de que não houve falha, embora isso implique em estar fora dos holofotes.

Além dos casos em que a mudança exige tratamento com psicólogos e outros especialistas, o RH pode implementar ações para desenvolver soft skills, como forma de preparar o profissional para ter iniciativa.

2. Deixar de se capacitar

O mercado de trabalho requer a qualificação como requisito para exercer o protagonismo. O motivo é que mudanças acontecem o tempo todo, e o aprendizado contínuo é essencial para se manter adaptado e aproveitar as diversas oportunidades que acompanham as transformações. 

Em vez de aguardar a iniciativa e os treinamentos das empresas, o próprio profissional deve mapear as necessidades e encontrar alternativas de desenvolvimento

Até porque o protagonismo profissional requer a capacidade de ser responsável pelo próprio desenvolvimento, entregas e resultados.

Contudo, o RH não deve abrir mão da capacitação. Além de treinamentos para os cargos, é importante pensar no desenvolvimento de pessoas — que qualifica não só pontualmente, mas para todo ciclo de vida do colaborador na empresa. 

Sem o desenvolvimento, pode ser difícil enfrentar a escassez de talentos e aumentar o fator de permanência dos profissionais.

3. Não fazer a gestão do tempo

Um terceiro motivo que faz o profissional ser coadjuvante é a falta de habilidades para gerir o tempo. Ao não conseguir lidar com as tarefas e responsabilidades atuais, a pessoa terá menos espaço ainda para investimentos de carreira e educação. Sem contar as possibilidades de sobrecarga no trabalho, que minam a motivação e energia disponíveis.

Assim como a iniciativa, não podemos esquecer que gestão de tempo é uma competência profissional. Talvez haja até mais soluções no mercado para desenvolver os conhecimentos e habilidades nessa área, como coaching, mentoring, cursos, livros e métodos específicos.

No dia a dia, implemente ações para escutar os colaboradores. Saber se as pessoas estão sobrecarregadas e suas dificuldades para gerir o tempo são os primeiros passos para ter uma equipe mais produtiva.

4. Não conhecer o seu mercado

Outro erro que prejudica o protagonismo profissional é não conhecer as características e tendências do mercado. O conhecimento é um dos requisitos essenciais para direcionar o desenvolvimento: definir metas, escolher soluções de educação, avaliar o próprio desempenho, etc.

Uma forma de incentivar esse conhecimento é investir em entrevistas, palestras, webinars, materiais e outras soluções para orientar os profissionais sobre carreira.

Além disso, é importante que o RH se baseie no benchmarking das melhores organizações ao elaborar planos de carreira, planos de sucessão, programas de desenvolvimento e afins. Com isso, o gestor de pessoas leva exigências adequadas às práticas de mercado para o colaborador.

5. Não ter clareza sobre seu papel

Qualquer profissional terá dificuldades para ser protagonista se não entender o que a empresa espera e como é possível agregar valor para a organização. 

Assim como o conhecimento do mercado, entender o próprio papel é fundamental para saber os requisitos de desenvolvimento.

As empresas adotam diferentes soluções para esclarecer o papel das pessoas, mas geralmente isso está ligado a objetivos e metas. 

Uma boa prática são os OKRs (Objectives and Key Results, ou objetivos e resultados-chave, em português), especialmente se os líderes escutam os colaboradores sobre os resultados-chave antes de decidir. Esse incentivo à participação e ao comprometimento dá protagonismo ao profissional.

6. Não levar em conta seus próprios interesses

O protagonismo profissional requer objetivos. Isto é, o que a pessoa quer ser ou realizar determina majoritariamente a disposição, disciplina, iniciativa e resiliência em suas atividades. 

Logo, o autoconhecimento é um dos pontos que podem ajudar a desenvolver protagonistas na organização.

Como são muitos pontos para serem trabalhados, o RH deve ter um plano de ação e analisar os desafios da empresa antes de definir prioridades. 

Como primeiro passo, as avaliações de desempenho e as pesquisas de clima são uma boa prática para entender as necessidades de melhoria dos colaboradores.

Posteriormente, defina metas de melhorias de acordo com as necessidades de treinamento e problemas identificados ao ouvir o colaborador. 

Lembre-se de ser transparente com os líderes e colaboradores, indicando os objetivos de aprendizado e os suportes que serão oferecidos pelo RH.

Por fim, é importante criar um plano de desenvolvimento individual (PDI) para os colaboradores, dando ênfase às soft skills ligadas ao protagonismo. Um roteiro claro servirá para motivar os colaboradores, orientar as mudanças e controlar a evolução dos talentos.

Ao lidar com os desafios apresentados e implementar as boas práticas sugeridas, o protagonismo profissional será uma meta atingível.

Se inteirou sobre protagonismo profissional?

Proatividade, resiliência e empatia são apenas algumas das soft skills que podem levar você a ser o protagonista da sua própria história e, mais do que isso, da trajetória da empresa onde você trabalha. 

Claro que a organização e sua cultura influenciam na sua independência para atuar na resiliência, mas a sua autonomia para assumir o controle da evolução da sua carreira está nas suas próprias mãos. 

Um dos segredos é não acreditar que a empresa vai definir o seu plano de carreira, mas trabalhar junto com ela para bolar o que é melhor para você, de modo que você alcance o seu protagonismo profissional.

Aproveite a visita e confira os principais modelos de plano de carreira para implementar na sua empresa e, com isso, promover o crescimento do negócio!

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